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16 de jun. de 2014

Ser Trasparente

Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir muros...

Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde...
Mas, infelizmente, a maioria decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma...
Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.

E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos sentimentos...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar...
A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós...

Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar...
Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro!
Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor...
Sugiro que deixemos explodir toda a doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...
Chega de tentar controlar tanto....
Responder tanto...
Competir tanto...
Tente simplesmente viver, sentir e amar.
Rosana Braga

20 de mar. de 2014

Outono - Tempo de Perdas e Ganhos

Se prestarmos mais atenção aos detalhes da natureza, perceberemos que cada estação do ano traz mensagens e convites específicos. No entanto, muitas vezes não conseguimos enxergar esses sinais porque insistimos em achar que não somos parte integrante do meio ambiente. Cada estação do ano nos convida a novas posturas e nos oferece uma série de aprendizados para a vida. O outono, é uma época especialmente recheada de significados que podem enriquecer nossas percepções. Esse período chega logo após o verão, aquela estação de tempo quente, aberto, de plena luz e em que nossos movimentos tendem para o mundo externo. Não é à toa que para chegar a uma estação intermediária precisamos das "águas de março", uma chuvinha persistente que vai resfriando o tempo aos poucos.

O outono é uma época de transição entre os extremos de temperatura verão-inverno. Qual é a principal imagem que lhe vem à mente quando pensa em outono? É bastante provável que a maioria das pessoas responda a essa pergunta lembrando da clássica imagem das árvores perdendo suas folhas. Mas você sabe por que acontece essa perda? Se as árvores não as deixassem ir, não sobreviveriam à próxima estação. As folhas se queimariam com o frio do inverno e, assim, os ciclos de respiração da árvore se findariam bruscamente, o que resultaria no fim da vida. A natureza nos mostra mais uma vez a beleza de sua sabedoria: é preciso entrega, é preciso deixar ir o que não serve mais, para proteger o que é mais importante.

O que a princípio pode parecer uma perda é na verdade um ganho: ela ganha mais tempo de vida, e chega renovada às próximas estações.

Reflita a partir disso: o que você precisa deixar ir, do que você precisa abrir mão para seguir firme para os próximos ciclos, para continuar a crescer? O outono é também estação de amadurecimento dos frutos. É o tempo de deixar ir inclusive os resultados de nossos esforços, para que novas forças possam gestar outros futuros projetos.

Durante essa época é válido observar quais elementos em você precisam ser sacrificados para que o mais sagrado para sua vida seja preservado ou resgatado. Pense na palavra sacrifício a partir de sua etimologia: é um sagrado ofício, um trabalho, uma ação que possui um caráter sagrado, para além do superficial, que transcende o banal, que tem um significado maior.

ABRA-SE AO NASCER DE UM NOVO TEMPO

No outono, é importante questionar se o medo e a dúvida estão impedindo seus ideais maiores de serem realizados. Reflita se alguns comportamentos repetitivos lhe afastam do seu real potencial criativo. Talvez seja chegado o momento de tomar consciência e assumir uma atitude de compromisso consigo, desapegando-se daquilo que não lhe serve mais, daquilo que esteja impedindo seus passos rumo às próximas estações de seu crescimento.

Não é simples, nem fácil, mas também não é impossível. Como tudo na natureza, nossos processos de mudança carecem de tempo para se instalarem. Tempo para ir amadurecendo, até que seja o momento da colheita. Passo a passo, reflita sobre os pesos desnecessários que podem estar atrasando seu caminhar, vá se desapegando e deixando ir.

Lembro agora as palavras de Tom Jobim: "São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração". Mesmo que as águas pareçam dar fim ao melhor da festa do verão, na verdade, elas estão nos mostrando que a vida segue e novas estações virão! Acredite: observando a natureza podemos concluir que depois da noite sempre vem o dia. Acredite que vale a pena se libertar para deixar nascer um novo tempo.


Juliana Garcia
Master Coach, psicodramatista, palestrante, facilitadora de grupos e escritora. 
Coordena em seu consultório atividadesvoltadas para autoconhecimento, 

bem-estar e desenvolvimento pessoal.
Fonte: Personare


22 de jan. de 2014

Não Seja de Vidro

O melindre costuma causar estragos nas relações humanas. Por excesso de sensibilidade, amizades são rompidas e grupos se desfazem.

A pessoa melindrosa ofende-se com muita facilidade. Ela identifica intenções ofensivas nas coisas mais banais. Uma simples brincadeira ou uma palavra mal escolhida podem fazê-la sentir-se gravemente ofendida.

Uma criatura tão delicada, fica sempre atenta aos atos e dizeres dos outros. Se encontra qualquer coisa remotamente parecida com uma crítica, melindra-se. Esse modo específico de sentir revela uma grande vaidade.

O melindroso imagina-se o centro das atenções aonde quer que vá. Acredita que os outros se preocupam em excesso com ele. Justamente por isso, pensa que tudo o que é feito ou dito a sua volta refere-se a sua pessoa.

E a realidade é que os homens gastam muito pouco tempo preocupando-se de forma definida com seus semelhantes. Cada qual tem sua vida e seus problemas. 

Salvo se você for uma sumidade em determinada área, provavelmente os que o rodeiam não se ocupam particularmente com seus atos.

Fora de seu grupo familiar, raramente alguém se detém para esmiuçar seu proceder. E quando o faz, é por breve tempo.

Não se imagine o centro do mundo. Os outros não falam ou agem com o firme propósito de ofendê-lo. Eles nem pensam muito em você. Não seja de vidro no trato com os semelhantes. Não veja ofensas onde elas não existem. Preocupe-se com a essência das coisas.

O corre-corre do mundo moderno nem sempre permite que tudo seja dito ou feito com a suavidade desejável. Certamente você também não pensa inúmeras vezes em cada palavra que diz. E igualmente não pauta sua vida pelo interesse de atingir os que o rodeiam. Muitos de seus atos e palavras podem ser mal interpretados.

Ocorre que quem procura razão para sentir-se ofendido certamente encontrará. Trata-se principalmente de um estado de espírito.

Conscientize-se dessa realidade. Não se imagine mais importante do que na realidade é. Viva com leveza e bonomia. Se alguém criticar algo que você tenha feito, não se ofenda. Não torne tudo pessoal.

A crítica nem sempre é destrutiva. Aceite que você às vezes falha. As observações dos amigos podem auxiliá-lo a ser melhor. Procure tolerar sem melindre, mesmo alguma observação maliciosa a seu respeito.

Em um ambiente descontraído, com freqüência alguém é motivo de piadas. Trata-se de uma dinâmica especial de certos locais. E a intenção raramente é ofender. Tanto é assim que se altera constantemente o alvo da troça. É necessário que os participantes de um grupo ou meio social tenham liberdade uns com os outros.

Evidentemente, há limites para tudo. Mas sem uma certa dose de sinceridade e espontaneidade, resta somente a formalidade e a hipocrisia. Em um clima hipócrita, nada de real se cria e ninguém se sente seguro e à vontade.

Assim, seja leve em seu viver. Não se ofenda a todo instante, por tudo e por nada. Isso apenas o isolará de seus semelhantes, sem qualquer resultado útil.

Pense nisso!
 Equipe de Redação do Momento Espírita.


1 de out. de 2013

Somos Queijo Gorgonzola

Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

Maitê Proença

28 de set. de 2013

Tire o Pó se Precisar

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!! 

Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!

Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar - todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...
...as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA... APROVEITE-A!!!

Tire o pó... se precisar...

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó... se precisar...

Mas você não terá muito tempo livre...
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó... se precisar...

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó... se precisar...

mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

(Desconheço o Autor)

2 de set. de 2013

Cirurgia de lipoaspiração?

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem.

Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da Puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estática, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.

Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.

Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

“CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.”

Herbert Vianna
Cantor e compositor


12 de mai. de 2013

Para Ser Mãe...

Difícil encontrar palavras que traduzam exatamente o que é ser Mãe, sobretudo quando se é mulher, é filha e é Mãe...
Como filha, não encontro nada tão lindo e me sinto incapaz de pensar em algo a altura de tudo que minha mãe significa pra mim... 
Pensei muito, na verdade há anos venho tentando, entre todos meus escritos, direcionar a ela algumas palavras que retratem todo meu agradecimento a todos os ensinamentos e exemplos que ela me deu. Cheguei a conclusão, que não existem! 
Mãe é um ser tão sublime e perfeito, que não criaram nada que possa defini la ou esteja a sua altura para homenageá-la. 
Mãe, por si só, já é uma homenagem!
Agradecer até que encontrei um jeito, Deus permitiu que me tornasse Mãe e passasse assim a entendê-la ainda mais e sentir o quão é indefinível esse estado de graça.
Ser Mãe é multiplicar-se em outras vidas, é esquecer-se de si e sentir-se feliz por isso.
É "incomodar" a Deus a todo instante, pedindo que Ele esteja sempre bem perto do filho amado, quando sua visão não o alcança...
Ser Mãe é um tipo de santidade... São seres tão especiais que somente elas se reconhecem, se entendem e se compreendem...
E é movida por esse elo, que só as Mães possuem, que nesse dia, decidi direcionar minha mensagem para aqueles que nos fizeram Mães - Nossos filhos!
Se assim somos, é porque eles existem.  
Porque para ser Mãe, é preciso ter um filho!
Se nós lhes  demos a vida, eles nos deram razão pra viver!

                                                                     (By Nádia)




Palavras que toda a Mãe gostaria de dizer a seu filho:


Eu lhe dei a vida, mas não posso vivê-la por você.
Posso ensinar-lhe muitas coisas, mas não posso fazer com que aprenda.
Posso ensinar-lhe o caminho, mas não posso estar lá para indicar-lhe.
Posso dar-lhe liberdade, mas não posso ser responsável por ela.
Posso levá-lo à Igreja, mas não posso fazer com creia em Deus.
Posso ensinar-lhe a distinguir entre certo e errado, mas não posso decidir por você.
Posso comprar-lhe roupas lindas, mas não posso fazer com que fique bem nelas.
Posso oferecer-lhe um conselho, mas não posso aceitá-lo por você.
Posso dar-lhe amor, mas não posso forçá-los a amar.
Posso ensinar-lhe como ser bom, mas não posso forçá-lo a ser bom.
Posso avisá-lo sobre seus amigos, mas não posso escolhê-los por você.
Posso contar-lhe sobre fatos da vida, mas não posso construir a sua própria reputação.
Posso avisar-lhe sobre o mal que a bebida acarreta, mas não posso dizer não por você.
Posso avisá-lo sobre as drogas, mas não posso impedi-lo de usá-las.
Posso falar-lhe sobre metas a serem alcançadas, mas não posso alcançá-las por você.
Agora é sua vez de agir.

(Desconheço o autor)


A maioria dos textos e homenagens que encontrei direcionados às Mães, tem sempre uma conotação de tristeza, não entendo porque é preciso falar de dor e lágrimas, para emocionar ou enaltecer.


SER MÃE É SER FELIZ!






11 de mai. de 2013

Mães são Almas Perfumadas

      FELIZ DIA DAS MÃES
Mãe tem cheiro de passarinho, quando canta.
De sol, quando acorda. 
De flor, quando ri. 
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. 
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. 
Lambuzando o queixo de sorvete. 
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. 
O tempo é outro. 
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Mãe tem cheiro de colo de Deus. 
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. 
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. 
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. 
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. 
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Mãe tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. 
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. 
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. 
Recebendo um buquê de carinhos. 
Abraçando um filhote de urso panda. 
Tocando com os olhos os olhos da paz. 
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Mãe tem cheiro de cafuné sem pressa. 
Do brinquedo que a gente não largava. 
Do acalanto que o silêncio canta. 
De passeio no jardim. 
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que, realmente nos move, não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. 
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que Mães são almas perfumadas!
Porque seus sentimentos têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. 
Mães são assim.
Elas perfumam nossas vidas com sua luz e suas cores. 
Seu perfume é tão gostoso, tão branco, tão delicado, que elas mudam de frasco, mas ele continua vivo no coração de todos que ela ama ou amou. 
E todos, irão encontrar de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Mãe, para nos falar de amor.



By Nádia
Adaptado do Poema "Almas Perfumadas" de 
Ana Cláudia Saldanha Jácomo


8 de mar. de 2013

Para as Mulheres Repensarem suas Vidas‏

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas..
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Andréia Bosco Talamonte


17 de jan. de 2013

Desabafo de uma Executiva

São 6h...

O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede...

Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...

Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...

Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas...

Aquário? Olhando os peixinhos nadarem...

Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento...

Leite condensado... Brigadeiro...

Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela...

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, frequentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com ideias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"!!!

Que espaço, minha filha???

Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!!

Que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz...

Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

PORQUE???... me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso.

Tava na cara que isso não ia dar certo!!!

Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar...

Tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!

E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações

(ufffffffffffffffffff!!!!!!!)

Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles...

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!!...

eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela...

ai, meu Deus, já são 7:30,tenho que levantar!..., e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um cafezinho, por favor?", descobri que nasci para servir.

Vocês pensam que eu tô ironizando?

To falando sério!

Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....

Troco pelo de Amélia.

Alguém se habilita?"

(Autora: uma Executiva P... da Vida)!!!!

6 de jan. de 2013

Percebendo Sensações

Você sabia que é possível entender muitos fenômenos que ocorrem na vida por meio de nossa aura? Esse campo de energia que envolve nosso corpo astral assume cores e tamanhos diferentes, de acordo com o que passamos durante o dia. A aura é composta por camadas e a mais importante delas é a primeira, em que está a nossa sensibilidade.

Sensibilidade é tudo! É a capacidade de discernir, perceber, ter sensações. Quando a sensibilidade fica mais acentuada, a camada fica mais grossa. Quando está menos densa, ela tende a afinar. Mas essa camada tem ainda outro fenômeno: pode enrijecer. Isso acontece, por exemplo, quando não queremos sentir dor. Enrijece para essa energia desagradável não fluir com facilidade. Trata-se de uma defesa.

A cada sensação negativa que passamos, anéis de insensibilidade ou de rigidez vão sendo criados na aura. É o caso da frigidez, um dos maiores tabus da humanidade. Como moralmente a mulher era proibida de sentir prazer, ela, inconscientemente, enrijecia a região genital e apenas servia ao parceiro, visando exclusivamente à procriação. Por isso, até hoje, é comum muitas mulheres não conseguirem atingir o orgasmo. É o doentio valor moral perpetuando-se nas gerações.

Os tempos mudaram, mas as pessoas continuam tentando enquadrar-se em padrões sociais. Nessa tentativa de adaptação, acabamos nos afastando de nossa natureza. Assim, vamos deixando os instintos de lado, até ficarmos com várias zonas enrijecidas.

Isso faz mal à saúde. Precisamos mudar certas ideias e crenças e parar de dar muito poder aos outros. É importante entender que, ao se impregnar de rigidez, você perde o ponto mais importante do equilíbrio humano: a posse da realidade. Sem ela, você se desequilibra, pois passa a viver de acordo com o que diz a cabeça e não os sentimentos.

Sem sensibilidade, a vida fica sem graça. Se você quer estar bem, comece a viver o seu natural. Não estou falando do normal, viu? Para a sociedade, o normal é viver de forma contida. Ela censura e vê com maus olhos quem vive e sente o prazer. Só são bem-vindos o sacrifício e a dor. É preciso amolecer essa rigidez para viver em paz consigo mesma e aproveitar, ao máximo, tudo o que a satisfaz. Acima de tudo, busque seu prazer!
 Luiz Gasparetto 

9 de out. de 2012

Gente Fina

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. 
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. 
Todos a querem por perto. 
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário. 
É simpática, mas não bobalhona. 
É uma pessoa direita, mas não escravizada, pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir. 
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. 
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho. 
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. 
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. 
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas. 
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. 
O que mais se pode querer? 
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. 
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. 
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. 
Gente fina é que tinha que virar tendência. 
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.

Martha Medeiros

18 de set. de 2012

Mentiras

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e
felicidades. 

Uma das mentiras é a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.

É muito simples: não podemos!

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da
Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as
quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso...
Danuza Leão


25 de jul. de 2012

Família é Prato Difícil de Preparar.

Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria ? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais consistente.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar, tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível.
Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem.
Tudo ilusão.
Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é “à Moda da Casa”.
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Diet, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Francisco Azevedo
Trechos do livro "O Arroz de Palma"

21 de jul. de 2012

Nunca vou me Arrepender...

Nunca me arrependi por ter compartilhado com os outros os seus momentos de felicidade, mas como me arrependo por ter ansiado por companhia para brindar a minha...

Não me arrependi nunca por ter estendido minhas mãos para auxiliar aquele que estava estendido no chão depois da queda, porém me arrependo por ter permanecido no solo, com minhas mãos estendidas aguardando outra, ao invés de usa-las como apoio para me levantar...

Jamais me arrependi dos muitos que convidei para sentar-se a minha mesa e saborear meus banquetes, mas me arrependo demais por ter esperado um convite para saciar minha fome...

Não vou me arrepender de todas as vezes que descortinei janelas e escancarei portas para deixar entrar claridade para aqueles se viam no escuro, apenas me arrependo por ter esperado alguém trazer luz para minha escuridão...

Me arrependo tanto por ter me prostrado diante da dor que consumia meu corpo ou minha alma, mas não me arrependo por ter-me anestesiado para prestar socorro ao ferido.

Como me arrepender do sorriso que vi brotar num rosto inundado de lágrimas, depois de fazer o possível e impossível para amenizar sua tristeza? Melhor me arrepender por ter encharcado minha fronha com meu choro, no momento em que nem um lenço me foi oferecido...

Prefiro me arrepender mil vezes pelo 'não' que ouvi, quando inconvenientemente pedi ajuda, a me arrepender por todas as vezes que priorizei levar meu socorro voluntário...

Ah, como me arrependo de todos aqueles momentos de solidão em que esperei por um abraço e só encontrei consolo ao enlaçar-me com os meus, mas nunca vou me arrepender de quando envolvi nos meus braços e amparei no meu corpo quem necessitava de aconchego.

Me arrependo muito por querer ter sido amada, mas, por nenhum momento sequer, me arrependerei por ter amado.

Entre tantos arrependimentos, o maior deles eu nunca terei, porque mesmo em meio a tantas adversidades e  momentos de aparente solidão, sempre acreditei e confiei no amparo de Deus e jamais me decepcionei...
Disso eu nunca vou me arrepender!

By Nádia Tayar


15 de jul. de 2012

Receita para Amar uma Gordinha

Ilustração de Arthur de Pins
Para se amar uma gordinha, antes de mais nada
Faz-se necessário achá-la!
Não, não se acham gordinhas por aí!
Gordinhas são como um vinho muito raro,
Fruto de uma colheita precisa,
No tempo certo,
Da uva perfeita,
Da maturação exata.

Procure, converse com quem sabe,
Peça ajuda a quem tem!
E com toda a calma, achando uma,
Com o coração na mão,
Declare-se apaixonadamente!

Uma vez resolvido este problema,
Trate de aprender algumas coisas:
A diferença entre a sacarose e a sacarina,
Entre um almoço e um lanchinho,
Mas, principalmente,
Aprenda a diferenciar,
O "amor vamos comer uma coisinha!"
Do "amor", vamos fazer uma boquinha!"

Procure não misturar,
O ato com o prato,
O teso com o peso,
O come com a fome,
E trate de viver feliz e em paz!
Desconheço o Autor(a)

6 de jul. de 2012

Porque o Amor de Romeu e Julieta é Eterno.

Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor ?
São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno ?
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora.
Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão.
Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool.
Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.
Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela especial e depois sumiu por semanas.
Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM.
Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta).
Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estria e celulite e histérica com muita coisa para fazer.
Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém.
Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.
Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro.
Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado.
Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta.
Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu.
Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo.
Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela.
Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas.
Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança.
Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta.
Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu.
Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha.
Por estas e outras que eles morreram se amando.
Martha Medeiros

3 de jul. de 2012

Coração Exigente

O meu coração não é escrito a lápis...

Sou incapaz de apagar pessoas, sentimentos e vivências com a borracha da indiferença. 

Porém, esse mesmo coração tem uma outra vantagem, ele não tem espaço para arquivo morto... 

Quem souber aproveitar a estada que ele oferece e conquistar o seu afeto tem lugar cativo ad aeternum... 

Os demais foram lições e aprendizados de capítulos encerrados. 

A vida é curta demais para repetir histórias e o meu coração exigente demais para conviver com pessoas rasas. 

Novas experiências e sentimentos profundos... 

É o mínimo que ele espera de mim.
Lígia Guerra 

29 de jun. de 2012

Convite Para a Alegria

A alegria é moça fina e educada.
Só entra em uma casa quando é convidada.
Por isso, não espere encontrar a alegria sentada na porta da sua casa.

Esperando você abrir a porta para invadir a sua morada.
A alegria é livre e só procura quem a deseja.

Então, movimente o dia para buscar pela alegria.
Distribua elogios sinceros, palavras gentis para todos.
Ofereça o seu melhor para cada um, e quando uma pessoa estúpida devolver-lhe “falta de educação”, imagine um jumento ou uma égua pastando, e sorria.
Cada um realmente só pode oferecer o que possui.
E olha que tem muita gente que não possui um pingo de educação.

Vai!
Convide a alegria para um almoço tranquilo, ou um jantar romântico a luz de velas, você, a pessoa amada, a família querida, ou apenas você que é uma companhia tão agradável.

A alegria só é recatada até ser convidada.
Depois que entra na sua vida fica íntima.
Ri das decepções e te dá a maior força.
Sabe que tudo é passageiro, e que até ônibus atrasado uma hora vem.
E já que já vem, não se espante com uma vontade louca de rir.

A alegria, quando aceita o nosso convite de visita, manda sempre o seu cartão pessoal, uma vontade louca de ser feliz.

Convide a alegria para visitar a sua vida.
E quando ela entrar, não a deixe mais sair.
Case-se com ela e seja feliz!
Paulo Roberto Gaefke

25 de jun. de 2012

Viver Despenteada

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado…
Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora,
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria…
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenho que me sentir bonita…
A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho,
veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, Ame, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace,
dance, apaixone-se, relaxe, Viaje, pule,
durma tarde, acorde cedo, Corra,
Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável,
Admire a paisagem, aproveite,
e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!
Martha Medeiros


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