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28 de set. de 2013

Tire o Pó se Precisar

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!! 

Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!

Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar - todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...
...as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA... APROVEITE-A!!!

Tire o pó... se precisar...

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó... se precisar...

Mas você não terá muito tempo livre...
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó... se precisar...

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó... se precisar...

mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

AFINAL:

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

(Desconheço o Autor)

2 de set. de 2013

Cirurgia de lipoaspiração?

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem.

Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da Puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estática, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.

Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.

Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

“CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.”

Herbert Vianna
Cantor e compositor


8 de mar. de 2013

Para as Mulheres Repensarem suas Vidas‏

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas..
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Andréia Bosco Talamonte


17 de jan. de 2013

Desabafo de uma Executiva

São 6h...

O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede...

Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...

Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...

Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas...

Aquário? Olhando os peixinhos nadarem...

Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento...

Leite condensado... Brigadeiro...

Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela...

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, frequentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com ideias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"!!!

Que espaço, minha filha???

Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!!

Que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz...

Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

PORQUE???... me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso.

Tava na cara que isso não ia dar certo!!!

Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar...

Tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!

E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações

(ufffffffffffffffffff!!!!!!!)

Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles...

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

CHEGAAAAAAA!!!...

eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela...

ai, meu Deus, já são 7:30,tenho que levantar!..., e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um cafezinho, por favor?", descobri que nasci para servir.

Vocês pensam que eu tô ironizando?

To falando sério!

Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....

Troco pelo de Amélia.

Alguém se habilita?"

(Autora: uma Executiva P... da Vida)!!!!

25 de jul. de 2012

Família é Prato Difícil de Preparar.

Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria ? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais consistente.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar, tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível.
Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem.
Tudo ilusão.
Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é “à Moda da Casa”.
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Diet, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Francisco Azevedo
Trechos do livro "O Arroz de Palma"

17 de jun. de 2012

Atualizar Para Não Travar...

Como estamos na "Era Digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.

01. A pressa é inimiga da conexão.
02. Amigos, amigos, senhas à parte.
03. A arquivo dado não se olha o formato.
04. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
05. Para bom provedor uma senha basta.
06. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
07. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
08. Hacker que ladra, não morde.
09. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer...
16. Quem não tem banda larga, caça com modem.
17. Quem semeia e-mails, colhe spams.
18. Quem tem dedo vai a Roma.com
19. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
20. Diga-me que computador tens e direi quem és.
21. Uma impressora disse para outra: - Essa folha é sua ou é impressão minha.
22. Aluno de informática não cola, faz backup.
23. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

25 de out. de 2011

Limites - Somos os Pais Mais Bobos da História

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos...

Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos (às vezes sem escolha...) que nossos filhos nos faltem com o respeito.

Na medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam a suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.

Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer; os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "dar tudo" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem.

Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os, e rendidos à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.
Monica Monastério

17 de out. de 2011

Quindins na Portaria

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: 'Para estar ao lado sem pesar com a presença'.

Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura. Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.

Ah, pesa.

Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados. Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.

Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.

Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho. Pessoas estão jantando. Pessoas estão preocupadas. Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo. Pessoas estão chorando. Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.

Pessoas estão se amando. Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.

Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade. Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas.

Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto.

Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.

Martha Medeiros

24 de set. de 2011

Meio Ambiente - De Quem é a Culpa?

Desabafo de uma velha senhora para os "pretensos" ambientalistas, naturalistas e pragas semelhantes do século XXI.

Na fila do supermercado o caixa diz para uma senhora idosa "que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente". A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”

O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "

"Você está certo", responde a velha senhora,"nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

"Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. 

Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. 

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. 

Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. 

Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. 

Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. 

Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. 

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. 

Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. 

Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. 

Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou o ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. 

Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. 

E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Para refletir seriamente sobre nosso consumismo desvairado - sustentável ou não - é o mesmo desastre! 
Desconheço o Autor

14 de jul. de 2011

Casa Arrumada

Nunca tive a pretensão de ter uma casa, mas sempre me esforcei e me dediquei muito para construir um lar.
Um lar para meus filhos, minha família, meus amigos.
Aonde as pessoas ao entrarem se sintam aconchegados, protegidos, amados.
Sinta o cheiro de família, de união, de confiança, de amor.
Aonde quem chega cansado encontre repouso, refrigério, descanso, paz.
Aonde sinta vontade de voltar, retornar sempre.
Porque sente que vai encontrar braços abertos para receber e mãos estendidas para dar carinhos...

Esse poema de Carlos Drummond de Andrade, retrata perfeitamente a maneira como diferencio uma Casa de um Lar...


Casa Arrumada

Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.


10 de jul. de 2011

Dia de Supermercado, Dia de Martírio!

Se tem uma coisa que não gosto, é ir ao Supermercado fazer as compras semanais. Que martírio!
Claro que agradeço a Deus por poder abastecer minha casa com comida, bebida e produtos de higiene pessoal e doméstico, que nos dão excelente qualidade de vida, em comparação há muitos que não dispõe nem do mínimo necessário para sobrevivência. Reconheço ser privilegiada e agradeço a Ele!
Meu desespero começa, porque tenho que fazer isso aos sábados. Durante a semana, os afazeres domésticos e profissionais, sem falar da “assistência participativa” aos filhos, marido, mãe e cachorro, quando não “pintam os extras”, tornam impossível por falta de horário, dedicar-me as compras.
Assim, como todo pobre, que “enquanto descansa carrega pedra”, elegi os sábados para minha missão de guerra - ir ao supermercado! Parece mesmo uma guerra, ou que entraremos em uma e todos se dirigem aos centros de compras, para abastecerem seus “esconderijos”, de onde só poderão sair quando for novamente decretada à paz. Parece que declararam estado de alerta!
O martírio começa no estacionamento; se você não sabe disso aprenda, supermercado com estacionamento vazio é careiro, fuja dele. Se quiser ofertas e preço bom, vá naquele que está mais cheio. Sim, o martírio aumenta, mas sobram uns trocos e diminui o suplício.
O estacionamento quanto maior, menos vagas. Quando avisto uma é de deficiente ou idoso, podem me apedrejar, mas detestar fazer compras e ainda ser politicamente correta é um esforço sobre-humano, não consigo.
Já pensei em parar numa vaga de deficientes e descer do carro mancando, pegar um carrinho daqueles motorizados e “passear” pelos corredores tranquilamente, mas é muita cachorrada, deve ser até pecado, nunca tive coragem de colocar minha ideia em pratica.
Por não ter ainda 60 anos, também não sou idosa, mas já notei que há mais vagas de idosos que idosos fazendo compras, deixo minha civilidade de lado e estaciono nela. Sempre deu certo, hoje o guarda do estacionamento resolveu cismar comigo e assim que desci do carro, falou:
- Senhora, desculpe-me, mas essa vaga é para idosos.
Fiz cara de cínica e desentendida e falei:
- Eu sei. E quantos anos você acha que eu tenho?
Ele ficou meio sem jeito e, com um sorriso amarelo, disse:
- Desculpe, mas a senhora não aparenta ter 60 anos.
- Jura? Você acaba de melhorar meu dia! Se não fosse antiético te dava um beijo! – Falei sorrindo e com cara de feliz e fui travando o carro e caminhando pra porta de entrada.
Ele apenas sorriu e não disse mais nada, mas também dizer o que não é? O cliente tem sempre razão!
Carro devidamente estacionado, carrinho na mão, listinha na outra, bolsa a tiracolo e vamos às compras...
Transitar nos corredores dos mercados é um grande teste de habilidade e coordenação motora, não há semáforos, pisca e, principalmente, luz de freio.
Na primeira parada que dei para pegar alguns itens, veio uma e bateu no meu tornozelo - nossa, dói mais que chute no saco! A má condutora infeliz ainda fala, ao ver minha cara de dor e ódio: - Te machuquei? Desculpa, estava olhando pra prateleira. Não respondi, o único som que ela ouviu de mim foi meu “aí”, no mais ganhou um olhar de desprezo, cravejado de raiva e uma cara feia. Não disse nada.
Já notei que muitos vão às lojas varejistas apenas para conversar, chegam a formar rodinhas de bate-papo no meio dos corredores, acumulando-se mais em torno do café gratuito; se resolvessem cobrar o cafezinho, diminuía muito o movimento, é um bando de desocupado atrapalhando quem tem que fazer suas compras. Só tomo o café quando estou indo embora, não atrapalho ninguém.
Depois de um anda e para, desvia pra cá e pra lá, senha pra açougue e fila, senha pra frios e fila, senha pra peixaria e fila, pisão no pé no verdurão, congestionamento nos laticínios, criança chorando, outros maiores tirando racha com carrinho - esses últimos eu adoro quando encontro e por azar dão de cara comigo, dou uma encarada neles com cara de brava enrugando a testa, que eles perdem rumo e somem! Criança da gente é gracinha, dos outros é pentelho. Quando os pais vão aprender isso?
Por lidar com o público, profissionalmente, e ser “velha conhecida” na cidade, entro e saio torcendo para não ser vista e ter que conversar, outro dia um cliente me fez dissertar meu catalogo de vendas em pleno corredor... Devia ter levado o Notebook.
Uma amiga que há muito não via, entrou nuns papos de “que muitos já morreram” e enterrou até quem está vivo, levei um susto tão grande, que de lá mesmo liguei para um conhecido pra confirmar o tal óbito, felizmente foi engano dela, deve estar solitária e com depressão, dei meu cartão e pedi pra ela me ligar, faço meus “extras” com carinho...
Não que eu não goste de conversar, quem me conhece sabe que adoro, falo até com quem não conheço, mas no supermercado atrapalhamos e somos atrapalhados, nisso sou politicamente correta.
A fila do caixa é outro “Deus nos acuda”, fora a lentidão natural, ainda tem sempre aquele que “esqueceu alguma coisa” e vai buscar e demora pra voltar...
 É nessa hora que aproveito para me inteirar do que acontece nas novelas, leio a capa das revistas e vou entendendo um pouco do que se passa, como não gosto de assisti-las, torna-se muito útil, porque sempre aparece uma “cliente noveleira” e é bom ter noção do que acontece para puxar assunto e ganhar prestigio. É unir o útil ao desagradável.
Boa mesmo é a sensação de dever cumprido e liberdade que sinto, quando coloco as compras no porta-malas, acendo um cigarrinho e vou pra casa... Que felicidade!
Claro que ao chegar em casa tem o martírio de ter que guardar tudo, mas aí é uma outra historia... 

 (By Nádia)




2 de abr. de 2011

Entre a Neura e o Caos.

Já fui maníaca por arrumação, tudo tinha que estar meticulosa e estrategicamente nos seus devidos lugares, não tinha preguiça de organizar e reorganizar tudo, quantas vezes fossem necessárias e se não fosse necessário, fazia também.  Era a “neura”.

Antes que evoluísse ou diagnosticassem um TOC, revolvi mudar. Passei a fazer vista grossa. Não me acostumei à bagunça, passei a ignorá-la, tipo “o que os olhos não veem o coração não sente”, recolhia o que estava muito visível e enchia gavetas, armário, quartinhos e porta-trecos. Fechava tudo e ficava com a falsa sensação de que estava tudo certo.

Duas frases passaram a habitar minha consciência, uma de domínio público que diz “varrer onde o Papa passa ou a sogra vê” e a outra de autoria da Bruna Lombardi, onde ela diz que “quanto mais me aprofundo na desordem, melhor me oriento”.

Sim, uma “orientação” é tudo que você pode ter numa bagunça generalizada, certeza você nunca tem, passa a viver de “achismos” ou a pergunta perturbadora “onde foi mesmo que eu vi ou coloquei”? Arrumei outra neura, a insegurança e o constante temor de perder, ou não achar, o que precisava ser encontrado.

Conscientizei-me que precisava mudar novamente, nem tanto o céu, nem tanto a terra, um meio termo é sempre a melhor opção.

Arregacei as mangas e “mergulhei na bagunça”, ou melhor, estou mergulhada nela ainda, todos os dias escolho um alvo e escrutino tudo, o que é importante ou não pode ser dispensado, é devidamente guardado com outros similares, caso contrário vai para o lixo, para doação ou para a churrasqueira para ser queimado. Começa a sobrar espaço...

Estou me sentindo mais leve, mais ciente dos pertences da casa, mais orientada e segura.

Ao invés de anti-obsessivos, vou tomar um anti-alérgico, porque pó e ácaros, sem nem mesmo pagarem aluguel, estavam morando aqui... 

A teoria do caos, não cura neuras...
By Nádia Tayar


29 de mar. de 2011

Aviso para quem vier visitar minha casa


1. Seja bem-vindo.

2. Lembre-se de que o cachorro vive aqui. Você não.

3. Se você não quer pêlos de cachorro em suas roupas, fique longe dos móveis.

4. Sim, os cachorros têm hábitos desagradáveis. Eu também, assim como você. E daí?!
  


5. Claro que eles cheiram a cachorros. Já percebeu como nós humanos, cheiramos ao final de um dia de trabalho? Coloque-se no lugar de alguém que tem um olfato 400 vezes mais sensível que o seu e sempre o receberá com explosões de carinho no retorno ao lar.

6. É da natureza dele tentar cheirar você. Por favor, sinta-se à vontade para cheirá-lo também.

7. Se existisse algum risco do cachorro mordê-lo, eu não os deixaria se aproximar de você. Porém, não posso impedi-lo de responder a agressões, as quais podem ocorrer até em pensamento, seja para com ele, seja para comigo a quem devota fidelidade. Os cachorros percebem, tenha certeza.


8. Você já tentou beijar alguém e recebeu em troca um empurrão? Se um cachorro tentar lambê-lo é porque aprova sua presença e quer demonstrar isso carinhosamente a você; e lembre-se de que cachorros não mentem ou fingem.

9. Aqui o cachorro recebe os devidos cuidados veterinários, alimentação sadia e cuidados higiênicos. Sua companhia é altamente recomendada pelos médicos e, a maioria das doenças que contraímos ao longo da vida, com certeza nos são transmitidas por outros humanos.



10. Há diversas situações nas quais cachorros são preferíveis as pessoas. Afinal de contas, sempre podemos confiar inteiramente em sua fidelidade e sinceridade.

11. Para alguns eles são simples cachorros. Para mim é um  filho adotivo que andam de quatro e não fala tão claramente. Eu não tenho problema em nenhum desses pontos. E você?


12. Volte sempre que quiser, pois será bem-vindo. Até pelo cachorro. Ele é mais sensível que nós, bastando se aproximar para distinguir com clareza verdadeiros amigos de pessoas falsas.
                        




(Autor Desconhecido)

28 de mar. de 2011

Formigas. Guerra e nojo!

Minha casa esta infestada de formigas, declarei guerra a elas...
São como essa da foto, pesquisei e pode ser a carpinteira, sará-sará ou formiga do faraó. Todas fazem seus ninhos (quando nas residências) em batentes, orifícios nas paredes, entre papéis e tecidos, aparelhos eletrônicos e cantinhos diversos.
Há algum tempo as vejo zanzando pela minha casa, como já são “minhas velhas conhecidas”, sei que matar não adianta, temos que encontrar o ninho, para isso viro Sherlock Holmes, porque não é fácil, podem estar nos mais diversos lugares, uma boa tática é segui-las e ver de onde saem ou entram.
Em “investigações” anteriores, já encontrei seu ninho na gaveta da mesinha do telefone, estavam entre o fundo da gaveta e a base... Elas são caprichosas! Outra vez encontrei no aparelho de fax, não se iluda pensando que estavam visíveis, tive que quase desmontar o fax, estavam entre a placa e caixa externa. Por sorte não danificou o aparelho.
Ontem, já quase 2 da madrugada, meu filho viu algumas entrando na estante da sala, tremi “nas bases” pensando na TV, no DVD e no seletor da Net. Segui algumas e percebi que estavam entre as pastas de documentos, outro arrepio me percorreu a espinha... Cuidadosamente fui olhando pasta por pasta, até que vi uma “movimentação exagerada” na pasta dos Bancos... Entre medo, nojo e adrenalina, corri com a tal pasta para o quintal, com ajuda de um pedaço de ferro abri e dei uma “mexidinha” nos papéis...
Argh!!!! Lá estava a imensa rainha e seus ovos asquerosos com um batalhão de operárias pra lá e pra cá... Não tive dúvidas, com a ajuda de uma pá joguei tudo na churrasqueira, botei álcool e mandei fogo.... Matei todas!!!!!!
Venci essa batalha! Fui dormir vitoriosa!
Agora estou aguardando o anoitecer e vou novamente continuar minha guerra... Estratégia é tudo!


By Nádia

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